Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

Rosa Melo, de Santa Cristina, doutorou-se com distinção máxima

Rosa Melo, de Santa Cristina, doutorou-se com distinção máxima

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Rosa Melo, de Santa Cristina, doutorou-se com distinção máxima

Rosa Cândida Melo é natural de Santa Cristina – filha de José Pereira e Deolinda Lopes Martins de Carvalho – […]

Rosa Cândida Melo é natural de Santa Cristina – filha de José Pereira e Deolinda Lopes Martins de Carvalho – é professora da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e doutorou-se, recentemente, na Universidade Católica Portuguesa, com nota e distinção máxima (Summa Cum Laude), ao defender a tese Estratégias promotoras do desenvolvimento de competências relacionais de ajuda: o contributo dos dirigentes.

Que perfil de dirigentes preferem os enfermeiros para o desenvolvimento de competências relacionais? Liderança pelo exemplo e centrada nas pessoas, integração profissional (com ênfase na componente relacional) e criação de condições de trabalho são aspetos que os enfermeiros valorizam no chefe. A conclusão é de um estudo da professora Rosa Cândida Melo.

Uma investigação de uma docente da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) realizada em contexto hospitalar procurou perceber qual o contributo dos dirigentes (enfermeiros chefes) para o desenvolvimento de competências relacionais nos enfermeiros.

De acordo com os resultados do estudo da professora Rosa Cândida Melo, o desempenho de uma liderança centrada nas pessoas (através do trabalho em equipa e de uma ajustada gestão de conflitos), assim como a direção e fomento de um trabalho produtivo, que evidencie a liderança pelo exemplo, são estratégias que os enfermeiros participantes no estudo 690 enfermeiros de 6 hospitais e 8 centros de saúde consideram serem promotoras do desenvolvimento de competências relacionais de ajuda na classe profissional.

Outro dos aspetos mais valorizados por estes profissionais de saúde nos enfermeiros chefes prende-se com o processo de integração profissional, que entendem dever ser norteado por uma avaliação contínua do desempenho, com um bom relacionamento interpessoal e com um tempo adequado às necessidades individuais.

As conclusões do estudo referem outras estratégias dos enfermeiros chefes (os dirigentes) consideradas facilitadoras daquele tipo de competências: a monitorização e controlo dos processos (com ênfase para a acreditação hospitalar); a inovação e gestão da mudança, através da implementação de novos projetos; uma metodologia de organização dos cuidados centrada no doente; e a criação de condições de trabalho, tanto físicas como em recursos humanos.

A presente investigação serviu de base à tese de doutoramento em Enfermagem da professora Rosa Cândida Melo (Especialidade em Gestão de Unidades de Saúde e Serviços de Enfermagem), recentemente defendida na Universidade Católica Portuguesa – Instituto de Ciências da Saúde, e intitulada Estratégias promotoras do desenvolvimento de competências relacionais de ajuda: o contributo dos dirigentes.

Para a professora da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, os dirigentes «devem, ainda, ser capazes de prever e de se adaptar, de forma proativa, a um sistema de saúde caraterizado por ambientes altamente complexos, dinâmicos, imprevisíveis e sujeitos a grandes mudanças».

A investigação foi realizada, entre 2009 e 2010 (colheita de dados), nos seguintes estabelecimentos de saúde: IPO de Coimbra Francisco Gentil, EPE; Hospital Pediátrico de Coimbra, EPE; Hospital Distrital de Águeda; Hospital Distrital da Figueira da Foz, EPE; Hospital de São João, EPE (Porto), EPE; Centro Hospitalar Médio Tejo, EPE; centros de Saúde de Cacém/Queluz, Fernão de Magalhães (Coimbra), Mealhada, Tábua, Aveiro, São Martinho do Bispo (Coimbra), Vagos e Pombal.

JM/ESEnfC

Autor: Jornal da Mealhada

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