Se a Fábrica da Baganha laborou, então fê-lo ilegalmente
(FOTOGRAFIA DE ARQUIVO) A fábrica de extração de óleo alimentar, que opera na Lameira de Santa Eufémia, no Luso, denominada […]
(FOTOGRAFIA DE ARQUIVO)
A fábrica de extração de óleo alimentar, que opera na Lameira de Santa Eufémia, no Luso, denominada de Alcides Branco & C.ª SA, está a ser alvo de vigilância apertada por parte da Comissão Eventual de Acompanhamento desta empresa, que é constituída por um conjunto de elementos nomeados pela Câmara Municipal da Mealhada. A intensificação de vigilância surge após uma reunião de emergência, que se realizou na tarde do dia 14 de dezembro em detrimento dos maus cheiros que têm sido libertados nos últimos dias. Têm sido dados sinais de que a empresa está a laborar e a ser assim, estará a fazê-lo de forma ilegal, declarou, ao Jornal da Mealhada, Rui Marqueiro, presidente da autarquia, que não esconde a indignação por a empresa estar a violar o acordo judicial em vigor que impede a fábrica de laborar.
Nos últimos dias, largas dezenas de mealhadenses têm “inundado” as redes sociais com críticas muito contundentes aos maus cheiros provenientes da referida fábrica de extração de óleo alimentar, conhecida por Fábrica da Baganha. O fumo, prova de que a fábrica estará eventualmente a laborar, já tinha sido avistado há algumas semanas.
Este facto levou a que fosse convocada uma reunião de emergência no passado dia 11 e na altura, em comunicado, o edil afiançou que não hesitará um segundo em “tomar as medidas que forem necessárias para, nos termos da Lei, acabar, de uma vez por todas, com uma situação indigna para o concelho da Mealhada e injustamente penalizadora dos munícipes que são obrigados a suportar cheiros incrivelmente nauseabundos, pagando, sem culpa, uma elevada fatura ambiental”.
Se se confirmar a laboração da fábrica, os elementos da comissão alertam-me e eu farei chegar esse facto ao Tribunal, acrescentou, ao Jornal da Mealhada, o edil.
Recorde-se que a Comissão Eventual de Acompanhamento da Alcides Branco & C.ª SA é constituída por Nuno Salgado, juiz jubilado; um representante da Guarda Nacional Republicana; Nuno João, comandante dos Bombeiros Voluntários da Mealhada; pela Delegada de Saúde da Mealhada; por Manuel Antunes (antigo funcionário da fábrica); e por Claudemiro Semedo, presidente da Junta de Freguesia do Luso.
Autor: Jornal da Mealhada
