Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2016

Secretário de Estado das Florestas esteve no Bussaco a debater a doença do pinheiro

Secretário de Estado das Florestas esteve no Bussaco a debater a doença do pinheiro

Região

Secretário de Estado das Florestas esteve no Bussaco a debater a doença do pinheiro

(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS) O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural visitou, na tarde do dia 19 de […]

(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS)

O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural visitou, na tarde do dia 19 de fevereiro, a Mata Nacional do Bussaco. Amândio Torres presidiu à sessão de lançamento do livro (bilingue) A Doença da Murchidão do Pinheiro na Europa: Interações Biológicas e Gestão Integrada, uma cerimónia que teve lugar, no Palace Hotel do Bussaco.

Para além do livro, produzido em português e inglês, foram também apresentados um guia de campo e de laboratório e um filme sobre a temática. Todos os materiais produzidos pela Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais. E foi o seu presidente de direção, José Vasco de Campos, quem começou por explicar em que tudo isto consistia: Este projeto visou responder à falta de informação técnica e cientifica relacionada com o nemátode da madeira do pinheiro, o seu inseto-vetor e outros organismos associados ao declínio do Pinhal em Portugal, assim como gerar conhecimento ao nível das instituições que lidam com este problema, nomeadamente, as que trabalham diretamente com os proprietários florestais de pinhal bravo, com o intuito de implementar uma gestão integrada dos povoamentos e reduzir os riscos de alastramento da doença e as devidas consequências socioeconómicas que dai advêm.

Desde 1999 que a murchidão no pinheiro bravo está em Portugal e muito porque a sua propagação é feita com facilidade através do transporte de um inseto. Amândio Torres assume que a ausência de gestão na área da floresta também ajudou à propagação da doença, mas garante que o caminho está a ser cumprido, está-se a melhorar e cada vez o foco nesta doença é mais intenso, com a criação de mais técnica e sensibilização da sociedade para o tema. O representante do Governo alertou, contudo, que o país não está blindado e pode ser atacado por novos agentes.

E a Mata do Bussaco não foi exceção e viu devastada, pela doença do nemátode, muita da sua floresta. Tivemos que utilizar todos os procedimentos possíveis no combate a esta doença. Estamos numa fase de recuperação desses locais, que também foram alvo de dois ciclones nos últimos anos, declarou António Gravato, presidente do conselho diretivo da Fundação Mata do Bussaco, que lamenta: Temos em mãos uma tarefa gigantesca e apenas vivemos doo apoio da administração local, da Câmara da Mealhada. Somos a única Fundação, das seiscentas que existem no país, que nunca teve apoio estatal.

Presentes na sessão de apresentação pública, de todo o material já referido, estiveram ainda Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada; Francisco Castro Rego, presidente da Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais; João Lé, da Portucel, S.A. (patrocinador do projeto); e Isabel Abrantes (investigadora do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra) e Edmundo Sousa, editores da obra.

Autor: Jornal da Mealhada

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