Segunda-feira, 25 de Abril de 2016

Tarifa variável, imposta pela ERSAR, faz explodir fatura da água na Mealhada

Tarifa variável, imposta pela ERSAR, faz explodir fatura da água na Mealhada

Região

Tarifa variável, imposta pela ERSAR, faz explodir fatura da água na Mealhada

Os novos tarifários de Abastecimento de Água, Saneamento de Águas Residuais Urbanas e Gestão de Resíduos Urbanos no concelho da […]

Os novos tarifários de Abastecimento de Água, Saneamento de Águas Residuais Urbanas e Gestão de Resíduos Urbanos no concelho da Mealhada, por forma dos normativos legais, entraram em vigor no dia 1 de janeiro de 2016 e, por isso, os munícipes só sentiram o aumento nas faturas processadas durante este mês de março. Rui Marqueiro, presidente da autarquia, garante ter sido mal elucidado pela ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos) e a população exigiu explicações e fez filas no Setor das Águas, na semana passada, em busca de respostas.

Costumava pagar doze, treze euros e este mês tenho uma fatura de trinta e cinco euros, declarou, ao Jornal da Mealhada, João Aguiar, residente na Quinta da Nora, na cidade da Mealhada. É muito dinheiro e sei de colegas que residem em outros municípios e não sentiram isto, acrescentou ainda o munícipe, que se dirigiu à Câmara Municipal no passado dia 14 de abril e nos garantiu: Estava uma fila tremenda de pessoas a querer saber o que se passava.

O mesmo nos disse um proprietário de um negocio local, aberto ao público, que viu a fatura da água passar de trinta para setenta euros.

Ao Jornal da Mealhada, o presidente da Câmara explicou que as faturas da água dependem não só da autarquia, mas também da ERSAR, entidade que nos exigiu ter uma tarifa variável e não apenas a fixa. Na prática, a água, o saneamento e os resíduos são faturados sobre uma taxa fixa, mas, a partir do passado dia 1 de janeiro, passou também a estar munida de uma variável, que se altera, para maior, quanto mais água o munícipe, comerciante e /ou empresa gaste.

E segundo o edil o Município da Mealhada tem a taxa estipulada abaixo do que o valor que a ERSAR recomenda e a da água até está mais baixa do que era. O autarca assume, contudo, que em alguns casos há um pequeno agravamento das faturas porque o programa informático baseia-se nos valores estimados e não nos reais.

Este é outro problema que temos porque a leitura real é feita de dois em dois meses. De cada vez são lidos 1.250 contadores e em alguns casos é muito difícil porque as pessoas não estão nos prédios durante o dia. Até já andamos a estudar com os condomínios ter chaves dos prédios para poder fazer esse serviço com mais liberdade, disse ainda Rui Marqueiro.

Mostrando-se incomodado com o assunto, o autarca não o esqueceu e, na Assembleia Municipal comemorativa dos quarenta e dois anos do 25 de Abril, declarou: Fomos mal elucidados e hoje os tarifários da água estão mais caros. Há matérias que não podemos ultrapassar, mas podemos melhorar um ou outro ponto e fica aqui o meu compromisso para que isso aconteça.

Autor: Jornal da Mealhada

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