Terça-Feira, 19 de Junho de 2018

Termas voltam a ser comparticipadas e são nova aposta do Turismo do Centro de Portugal

Termas voltam a ser comparticipadas e são nova aposta do Turismo do Centro de Portugal

Região

Termas voltam a ser comparticipadas e são nova aposta do Turismo do Centro de Portugal

O Grande Hotel do Luso foi o local escolhido para o lançamento do Guia das Termas do Centro, que aconteceu […]

O Grande Hotel do Luso foi o local escolhido para o lançamento do Guia das Termas do Centro, que aconteceu no dia 15 de junho, na presença de Pedro Machado, presidente do Turismo do Centro de Portugal, que afirma que as termas, agora com um conceito associado ao bem-estar, são novamente comparticipadas pelo Governo.

A publicação menciona 18 estâncias termais, situadas no centro do país, e para Vítor Leal, representante das Termas do Centro e presidente da Associação Termas de Portugal, o guia que foi lançado numa perspetiva de vender o que de melhor tem cada território, nomeadamente, a saúde e bem-estar das dezoito estâncias termais, aproveitando o facto de a zona centro ser a mais abastada a nível de estâncias termais.

Associada à divulgação das estâncias termais a novidade deste guia reside na divulgação de outros serviços complementares, assim como da explicação das características que distinguem cada estância, tais como as características da água, as indicações terapêuticas e os tratamentos de termalismo clássico e serviços de bem-estar disponíveis. Acrescem ainda sugestões do que pode ser feito por perto, onde dormir e onde comer.

Pedro Machado acredita que as termas são um dos produtos âncora para combatermos os problemas estruturais no centro de Portugal. Falo, em particular, da baixa estadia média que precisamos continuar a combater e o termalismo, a saúde e o bem-estar têm essa força. O presidente do Turismo do Centro de Portugal entende ainda que as termas são um produto que tem uma vocação de internacionalização muito forte, o que se constitui como uma das armas para podermos continuar a posicionar-nos naquilo que hoje é uma certeza do ponto de vista do ranking nacional. A região centro cresce acima da média nacional, mais de 20% no estrangeiro.

A ideia enraizada de que as termas são um produto mais procurado pelos seniores é agora combatida em colaboração com a Associação das Termas, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, sustentadas no Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE). De acordo com o presidente do Turismo do Centro de Portugal, está a ser desenvolvido um plano de comunicação para mudar a perceção do mercado que pensa que as termas são para pessoas idosas, para pessoas com problemas de pele ou problemas respiratórios. Termas, hoje, na conceção que queremos transmitir ao mercado, são espaços de bem-estar físico, psíquico e, inclusive, terapêutico.

Além do investimento nas campanhas de comunicação foram também feitos investimentos nas estâncias termais, no sentido de as modernizar e de as tornar mais atrativas, sobretudo para população mais jovem e para famílias. Pedro Machado recorda o exemplo das termas de S. Pedro do Sul, onde foram disponibilizados equipamentos lúdicos (piscinas, SPAs, escorregas, etc), ou seja, um conjunto de equipamentos diversificados que não estavam naquilo que era o padrão das termas em Portugal e que agora começam a surgir, desde a beleza à diversão.

Em entrevista aos órgãos de comunicação social, Pedro Machado recorda o momento em que o Estado deixou de comparticipar o usufruto dos balneários termais e confirmou que essa foi uma das grandes razões para que houvesse uma diminuição significativa do número de pessoas que frequentavam as termas. Atualmente, o presidente do Turismo do Centro de Portugal refere que a comparticipação já está reposta ou vai ser reposta em 2019, acrescenta ainda que o Estado lucra ao investir nesta comparticipação, fazendo com que os aquistas que vão para os balneários termais sintam uma necessidade exponencialmente menor de recorrer ao Serviço Nacional de Saúde. Pedro Machado, acredita por isso que a comparticipação é uma ferramenta poderosa para convencer as pessoas a irem para as estâncias termais.

Mais do que qualquer vantagem económica e terapêutica, a nova aposta das termas é outra, de acordo com Pedro Machado, hoje um dos valores maiores que nos distingue, e que começa a ser procurado, é o valor do tempo e do silêncio. Esta capacidade de dar silêncio e de oferecer tempo para quem vem é a primeira qualidade fantástica.

Jorge Brandão, representante da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, entende que as Termas do Centro e o Turismo Centro de Portugal são duas empresas que trabalham com o propósito de alavancar a atividade financeira da região, pelo que o Guia Termas Centro de Portugal foi mais um projeto que mereceu elogio.

O guia poderá ser encontrado em restaurantes, hotéis e em toda a rede de atividade turística, tal como confirmou Pedro Machado, mas também está disponível no site das Termas do Centro. Em breve, ficará também disponível uma aplicação Termas do Centro onde os clientes são convidados a aprender sobre as termas e a sua envolvência através de jogos, assim como uma plataforma de venda virtual, ou seja, uma loja online.

Autor: Jornal da Mealhada

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