Quinta-feira, 11 de Maio de 2017

Turismo do Centro visitou museu da Misericórdia de Coimbra

Turismo do Centro visitou museu da Misericórdia de Coimbra

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Turismo do Centro visitou museu da Misericórdia de Coimbra

Uma delegação do Turismo Centro de Portugal visitou no passado dia 03 o Museu da Santa Casa da Misericórdia de […]

Uma delegação do Turismo Centro de Portugal visitou no passado dia 03 o Museu da Santa Casa da Misericórdia de Coimbra e a Capela da Misericórdia, para a apresentação do Roteiro do Património Religioso da instituição. A visita, a convite da Misericórdia, constituiu uma oportunidade para conhecer o edifício e o acervo do museu, que inclui peças que remontam ao século XV.

O turismo cultural é, esmagadoramente, o mais maduro e o que mais visitantes atrai à cidade de Coimbra. A nossa visita a este museu e a esta capela acontece porque acreditamos que podemos colaborar no sentido de dar a conhecer o fantástico acervo de peças, muitas delas únicas, e algumas com mais de 500 anos, da Misericórdia de Coimbra. É um museu que merece ser conhecido por todos, sublinhou Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, durante a visita.

Faz todo o sentido, para o turista que visita a Universidade de Coimbra e o Museu Nacional Machado de Castro, ambos a poucas dezenas de metros deste local, que possa conhecer o Roteiro do Património Religioso da Misericórdia de Coimbra, acrescentou.

Ideias que encontraram eco em José Manuel Vieira, provedor da Misericórdia de Coimbra, que conduziu a visita. É nossa intenção abrir este espaço e pô-lo ao serviço da cidade, através de atividades culturais, adiantou.

O espaço ocupado pelo Museu faz parte do antigo Colégio da Sapiência, dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. O edifício, magnífico, foi construído entre 1593 e 1604, em estilo maneirista, segundo o traçado do arquiteto italiano Filipe Terzi.

Entre o seu património museológico, patente em várias salas, destacam-se pinturas setecentistas, a óleo sobre tela, da autoria do Mestre André Gonçalves; retábulos maneiristas em pedra de Ançã, da autoria do Mestre João de Ruão; mobiliário português, em estilo Joanino e D. José, dos séculos XVIII e XIX; e uma imagem setecentista do Menino Jesus do Buçaco, em madeira policromada e adereços em cortiça, entre outras peças. Na capela, impressionam a abóbada do altar-mor da Capela, de 1630, repleta de simbologias de carácter sacro, referentes à tradição cristã e outras de carácter profano, alusivas à epopeia das Descobertas; o maior conjunto nacional de paredes revestidas a azulejos de padrão, setecentistas; uma réplica de um Scriptorium Medieval e Conventual, no qual os frades escreviam os seus livros e os ilustravam com iluminuras; um órgão alemão, do séc. XVIII, com caixa em madeira entalhada e policromada, restaurado no ano 2000; além de várias peças seiscentistas de elevado valor artístico, como uma Pietá maneirista em cantaria e um Cristo indo-português em marfim.

O museu está aberto de 2.ª a 6ª feira, das 9h30 às 12h30 e das 14h às 17h.

Autor: Jornal da Mealhada

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