Terça-Feira, 05 de Junho de 2018

Uma nova Visão sobre o Bussaco

Uma nova Visão sobre o Bussaco

Região

Uma nova Visão sobre o Bussaco

Na edição verde da revista Visão, que chegou às bancas no dia 31 de maio, a Mata Nacional do Bussaco […]

Na edição verde da revista Visão, que chegou às bancas no dia 31 de maio, a Mata Nacional do Bussaco integra os Trilhos Mágicos para Descobrir o País.

A jornalista Rosa Ruela, identificou o Bussaco como Mata Encantada e conduziu o país numa viagem de nove páginas até à história da mata que já conta 400 anos.

Desde 2017, a Fundação Mata do Bussaco e a Câmara Municipal da Mealhada estão a trabalhar na candidatura da Mata Nacional do Bussaco a Património Mundial da UNESCO. O Deserto dos Carmelitas Descalços e Conjunto Edificado do Palace do Bussaco, considerado este ano monumento nacional, é a caixa de pandora de um enorme valor cultural, histórico, patrimonial, religioso, militar e natural. Para descobrir tudo o que o Bussaco guarda, é preciso perder-se no interior da mata.

São vários os segredos que o pulmão da Mealhada encerra. Um deles foi descoberto pela jornalista da Visão.

Há dois anos, o fogo sondou a mata. Esteve a cerca de 250 metros da Porta da Rainha, uma das suas dez entradas. Porém, as chamas apenas apreciaram a mata, sem lhe tocar. O Bussaco tem condições edafoclimáticas, ou seja, o solo e o clima têm condições específicas que predominam sobre a ação do homem. A mata beneficia de um microclima que é ajudado pelos povoamentos florestais de longa idade, alguns com 400 anos, e que fazem com que haja uma zona húmida de sub-bosque que dificulta a combustão. Porém, de há 3 anos a esta parte, o presidente da Câmara da Mealhada, Rui Marqueiro, e presidente da Fundação Mata do Bussaco, António Gravato, conceberam um Plano de Gestão Florestal e que veio originar um Plano Especial de Intervenção Florestal, funcionando como instrumento de salvaguarda dos incêndios. Para proteger a mata do perigo das chamas, foi criada uma brigada de sapadores florestais que opera na serra do Bussaco, fora da mata, por via do protocolo celebrado no dia 23 de março, com o secretário de Estado das Florestas, o Instituto de Conservação da Natureza e os autarcas dos municípios de Mortágua, Penacova e Mealhada. A fundação assinou um contrato-programa, recentemente, que garantiu um investimento de 210 mil euros e que será canalizado para a construção de caminhos, limpeza e processamento de biomassa.

O Bussaco à beira Luso plantado, com a força de Deus erigido e pelos mealhadenses protegido, é sugerido por José Saramago, na obra Viagem a Portugal, como o lugar onde O viajante passeia, entregando-se sem condições, e não sabe exprimir mais do que um silencioso pasmo diante da explosão de troncos, folhas várias, hastes, musgos esponjosos, que se agarram às pedras ou sobem pelos troncos acima e quando os segue com os olhos dá com o emaranhado das ramagens altas tão densas que é difícil saber onde acaba esta e começa aquela. A mata do Buçaco requer as palavras todas e estando ditas elas, mostra como ficou tudo por dizer.

Autor: Jornal da Mealhada

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