Vagão de comboio de mercadorias destrói Ponte de Várzeas
(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS) Na quinta-feira, dia 15 de maio, pelas 12h 30m, um vagão de um comboio de mercadorias, […]
(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS)
Na quinta-feira, dia 15 de maio, pelas 12h 30m, um vagão de um comboio de mercadorias, da Takargo Rail, uma empresa do Grupo Mota-Engil, descarrilou na Linha da Beira Alta, depois de passar o apeadeiro Luso/Bussaco, no sentido Viseu-Coimbra. A Ponte de Várzeas, construída por Eiffel, ficou destruída, não tendo a REFER Rede Ferroviária Nacional – previsão da abertura do Troço Mortágua-Pampilhosa.
O descarrilamento começou em Trezói (Mortágua), mas o maquinista, que saiu ileso do acidente, só se apercebeu quando parte do comboio de mercadorias estagnou no Luso, pouco depois do apeadeiro. Tratou-se do descarrilamento do rodado da frente de umas das carruagens, no meio do comboio, e o maquinista não se apercebeu, disse, ao Jornal da Mealhada, fonte das autoridades, que garantiu estar a falar-se de um transporte com mais de mil toneladas. Rebentou com madeiras e peças metálicas da ponte e há muitos parafusos soltos, acrescentou.
No local, cerca das 15 horas do dia do descarrilamento, estavam agentes do Posto da Mealhada da Guarda Nacional Republicana, representantes da REFER e da Mota-Engil e técnicos da empresa de averiguação dos estragos.
Uma hora mais tarde, estava prevista a chegada do comboio de socorro para se iniciar os trabalhos de remoção dos vagões do comboio.
Segundo informação à comunicação social, por parte da REFER, em resultado deste descarrilamento registaram-se danos avultados na infra-estrutura ferroviária que obrigarão à suspensão da circulação no troço Mortágua Pampilhosa, sem que seja possível prever quando a mesma será restabelecida, em condições normais, sendo certo que tal só acontecerá quando estiverem garantidos todos os requisitos de segurança.
No local, as informações dadas pelas autoridades, ao Jornal da Mealhada, foram de que a Estrada Nacional 335, que liga Vila Nova a Várzeas, vai estar fechada até que a ponte, com duzentos e oitenta metros de comprimento, seja arranjada. A circulação passará a ser feita de Vila Nova de Monsarros para Barrô e daqui para o Luso, ficando interdita a estrada de acesso a Várzeas, com sinalização do caminho alternativo.
A REFER garante que a CP está a assegurar o transbordo rodoviário aos passageiros, estando este serviço de emergência a ser feito de Mortágua-Pampilhosa, para os comboios regionais, e de Coimbra-Mortágua, para os inter-cidades.
xa0
Mónica Sofia Lopes
Autor: Jornal da Mealhada
