Vida e morte de Amílcar Cabral, de Julião Soares Sousa, apresentado na Mealhada
O escritor-investigador Julião Soares Sousa vai apresentar a reedição da obra Amílcar Cabral (1924-1973): Vida e Morte de um revolucionário […]
O escritor-investigador Julião Soares Sousa vai apresentar a reedição da obra Amílcar Cabral (1924-1973): Vida e Morte de um revolucionário africano (edição revista, corrigida e aumentada), no dia 15 de julho, a partir das 17 horas, na Biblioteca Municipal da Mealhada. A moderar a sessão estará o Professor Jorge Ribeiro, jornalista e investigador do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto.
Julião Soares Sousa nasceu, há cinquenta anos, na Guiné Bissau, mas reside em Portugal desde os dezasseis, estando na vila da Pampilhosa há já alguns anos. É investigador no Centro de Estudos Interdisciplinares Século XX da Universidade de Coimbra e investigador-colaborador no Instituto da História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. Com algumas obras e artigos publicados pelo mundo fora, o autor-investigador é doutorado em História Contemporânea.
A reedição da obra sobre Amílcar Cabral foi aumentada e tem mais informação do que as duas outras publicadas em Portugal e uma outra em Cabo Verde, que foi uma edição exclusiva só para este país, declarou, ao Jornal da Mealhada, Julião Soares Sousa, sobre a nova publicação, que tem seiscentas e vinte e duas páginas e que alguns críticos, garante Julião Sousa, a consideram a biografia definitiva.
Mas falemos da obra. Trata-se de uma biografia política de um dos grandes africanos do século XX e impulsionador do projeto de unidade da Guiné com Cabo Verde. Condensa toda a etapa evolutiva desde o nascimento até ao seu assassinato, explica o autor, que que numa das edições anteriores chegou a receber o Prémio Fundação Calouste Gulbenkian História Moderna e Contemporânea de Portugal, da Academia Portuguesa da História, em 2011.
Nesta nova edição o capitulo sobre o assassinato de Amílcar Cabral foi alterado, tornando-se maior e mais profundo. Sei que os leitores ficarão surpreendidos com este alargamento, acrescentou ainda o autor que garante: É uma história muito procurada pelas pessoas.
Apesar de Julião Soares Sousa ter intenção de não voltar a pegar na história, recorda que a obra começou na tese de doutoramento e obrigou-o a intensas viagens por vários países, tais como, Dinamarca e Suécia, bem como a consulta a vários Arquivos em Portugal e no estrangeiro.
A obra, que já foi apresentada três vezes no Porto e será também em Coimbra e em Lisboa, tem já o dia estipulado para a sessão na cidade da Mealhada. A Mealhada teve um papel preponderante na Guerra Colonial e muitos dos que lá estiveram gostam da Guiné, mesmo tendo passado os piores momentos das suas vidas, esclareceu ainda o autor.
Julião Soares Sousa já publicou outra obra intitulada Guiné-Bissau: A destruição de um país Desafios e reflexões para uma nova estratégia, que se refere às crises políticas nos últimos anos. É um livro de reflexão pessoal que faz apologia ao diálogo e algumas criticas à gestão, concluiu o autor, que tem em fase terminal cinco, seis obras, estando para breve, tudo indica que até ao final do ano, a apresentação de A cisão sino-soviética e as suas implicações nos movimentos de libertação das colónias portuguesas de África.
As minhas histórias centram-se sempre nas Guerras Coloniais, confessa Julião Soares Sousa, que não esconde também que está para breve o seu regresso, quem sabe definitivo, à Guiné. É o sitio onde está toda a minha família e o calor, que tanta falta me faz, concluiu, ao Jornal da Mealhada, o autor.
Autor: Jornal da Mealhada
