Biblioteca de Cantanhede acolhe sessão sobre afetos e emoções
A iniciativa contou com a participação de Andreia Barbas, socióloga e investigadora da Universidade de Coimbra.
A Biblioteca Municipal de Cantanhede, recebeu no dia 14 de janeiro “mais de 80 pessoas” para participar em mais uma sessão das Tardes Comunitárias, dedicada ao tema Afetos e Emoções – Uma leitura sociológica ao longo dos tempos.
“Promovida pelo Município de Cantanhede, a iniciativa contou com a participação de Andreia Barbas, socióloga e investigadora da Universidade de Coimbra. Nesta sessão, Andreia Barbas abordou questões relacionadas com as emoções e o afeto, explicando que as demonstrações de amor e carinho, no seio da família e das comunidades, têm vindo a transformar-se em Portugal nos últimos dois séculos, em resultado de fatores políticos, económicos, sociais e geográficos”, descreve o comunicado do Município de Cantanhede.
A sessão, “muito participada, constituiu uma excelente oportunidade para os participantes partilharem memórias afetivas relacionadas com as suas vivências, da infância à maturidade. Andreia Barbas é doutorada pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC). Desenvolveu a sua dissertação de doutoramento na área da Sociologia das Famílias, dedicando-se a estudar o impacto dos estilos educativos parentais na configuração das relações entre irmãos e irmãs”, expõe a mesma fonte.
Na sua tese, intitulada “São coisas de irmãos: recortes sociológicos das fratrias contemporâneas”, sob a orientação de Sílvia Portugal e financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, aborda as relações entre irmãos e irmãs, frequentemente desvalorizadas na análise sociológica, sobretudo em Portugal. Participou ainda em vários projetos que a ajudaram a trabalhar de forma interdisciplinar, destacando-se o “Violência Zero_2” (2013-2015), focado na violência doméstica; o “FINFAM” (2014-2015), sobre as famílias portuguesas a gerir as suas finanças em tempo de crise; o estudo “Mobilidade Migratória de Cidadãos Nacionais Emigrantes” (2016), que reflete sobre a diáspora enquanto forma de organização coletiva, entre outros.
Autor: Jornal da Mealhada
